Modernidade pop

É uma questão filosófica profunda que bem podia ser elevada a manifesto:
Sob pena de soçobrarmos à amargura agonística derrotista que marca a intervenção pública de figuras como José Saramago, ninguém com legítimas ambições a viver na época contemporânea de um modo crítico e transformador pode honestamente recusar o apelo de Shakira na pista de dança.
Disse. Na festa de encerramento da conferência onde estive, o delicioso mulherio - lésbicas, esmagadoramente, ou pelo menos é assim que convém explicar o omisso assédio à minha pessoa - politizou o momento abanando as ancas ao som de Nelly Furtado: Maneater. É por aí. Nos políticas da vida, a modernidade não se nega como um todo, escolhe-se, apropria-se e reformula-se ... com o possível jogo de cintura. Ora, que se lixe o descrédito universal que sobre mim se abaterá:




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