Ainda o Soares vs Pereira

O relativo cuidado argumentativo de Pacheco Pereira é indistrinçável da convicção, nele maturada desde as vésperas da invasão ao Iraque, de que a coisa só à granada (lembre-se a posição sobre um eventual ataque ao Irão - mais bushista que o Bush, diria).

O facilitismo discursivo de Soares (e alguma demogagia de esquerda) coabita com a certeza de que o mais desafiante e difícil dos caminhos só pode estar no diálogo (sublinhe-se, há em Soares algo de uma intuição histórica que escapa ao discurso lógico).

Soares carrega o ethos de quem se opôs à invasão iraquiana. Pacheco Pereira carrega o logos de que lhe permite seguir, aparentemente cheio de razão, sem a chaga retórica que a sua posição sobre Iraque faria esperável.



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