De justição e não de proximidade

Não sou anti-israelita. Pelo contrário. Tenho pelo sonho israelita uma absoluta admiração. A minha escolha (é uma escolha) de defesa dos palestinianos no conflito entre palestinianos e isrealitas (o conflito israelo-árabe é uma outra coisa) é de justiça, não é de proximidade. Até porque recuso a lógica racista da proximidade.

O que aqui diz o Daniel Oliveira não é tão chão como possa parecer. Nesta história (nesta guerra) há muita gente que, talvez para fugir a um juízo sobre a bondade da investida israelita, se refugia no memorando "Israel é uma democracia", e daí, por óbvia contraposição de regimes, logo se compadecem com as dores de um Estado que cumpre as prerrogativas da democracia e detém o monopólio da violência - como manda a cartilha de Norbert Elias. Mas, conforme assinala o Daniel Oliveira, acontece vezes demais: a exaltação da democracia usada não como uma forma de legitimar decisões militares que germinam de decisões democráticas, mas, isso sim, como uma forma de lembrar que o nosso lado dever ser o daqueles que mais se parecem connosco. Parece-me que esse resvalar para lealdades de semelhança a despeito de aferições da justiça é um caminho perigoso.



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