Sooner or later they must fail

Idealizing the body prevents everyone, able-bodied and disabled, from identifying with and loving her/his real body. Some people can have the illusion of acceptance that comes from believing that their bodies are “close enough” to the ideal, but this illusion only draws the deeper into identifying with the ideal and into the endless task of reconciling reality with it. Sooner or later they must fail.
Susan Wendell
Este texto é sobre o corpo, mas as suas assunções filosóficas podiam ser sobre outra coisa qualquer. De facto, todos o sabemos, o extenuante exercício de conciliar idealizações com a realidade acabará mais tarde ou mais cedo em redondo fracasso. Ora, cresce em mim admiração por quem passeia orgulhoso a sua barriguinha (também pode ser uma metáfora). Não duvidemos, o orgulho no real acrescenta a essa geometria variável da beleza. Apreciar o que foi feito das nossas próprias carnes, não obstante os imponderáveis do tempo e da cerveja, não é apenas uma forma de wishfull thinking ou de coping, é um prenúncio de paz e uma promessa de enleios, qual convite às formas do mundo (salvo seja) para convívio franco e despudorado.



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