Posts de Verão*

Quando se escreve numa cidade crescentemente deserta pelos mais veranis dos motivos forja-se um impreciso sentimento de inimputabilidade. A cidade vaga não adivinha uma praia sob a calçada, tampouco a efervescência colectiva dessoutras utopias, antes o consolador recontro entre desesperanças. Um contrato colectivo de abandono.
Esplanada vazia, três carros no estacionamento do hipermercado, o fim do pão quente. Este Verão requer uma escrita concupiscente afeita à entrega dos que que sobraram às vagas.

*Título d'A cidade vaga



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