General Motors

O frio calculismo das multinacionais parece incontornável nos tempos que correm. Quando uma empresa sai de um país deixando hordes de desempregados e uma fábrica produtiva após ter recebido incentivos fiscais não deveria ficar impune, sobretudo se a sua marca é comercializada no país defraudado. Se surgisse em Portugal um boicote aos carros da Opel o calculismo doravante passava a ter outras coisa a ponderar. A inimputabilidade na actuação social das empresas só pode ser revertida por uma lesão na imagem que dissuada o consumo. Não sei se isto faz algum sentido, mas se sim denegrir a imagem da opel pode ser uma missão edificante.



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