Hierarquias do quotidiano

A exaltação de méritos torna-se particularmenre sensível quando assenta num exercício implicita ou explicitamente comparativo. Consoante o tacto, frontalidade e têmpera do enunciador a coisa faz-se só perante o eleogiado ou perante demais gentes que, conforme as situações, poderão ou não sentir-se medidas pelo o elogio a outrem. Nenhum problema, entre as hierarquizações insensíveis e a cobardia avaliadora há todo um espectro de hipóteses. Um exemplo: eu sou cobarde ao ponto de já ter ensaiado mais que uma vez eleger uma lista com os blogs do ano e, no final, nunca o fiz. Feitios e meneios. Tudo bem. Só há uma coisa que acho verdadeiramente repugnante e hipócrita: aquelas pessoas que, armadas em cuidadosas, elogiam, sublinhando a hierarquia no mesmo movimento em que a acautelam, personalizando-a. Concretizo. Não sei se já ouviram, a expressão canónica para tais investidas horríficas é: "Não desfazendo...".



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