Memorandos

À medida que seguimos a viagem em que tanto os nazis como quem eles perseguiam embarcaram, ganhamos um conhecimento mais profundo da condição humana. E o que aprendemos não é, de todo, muito agradável. Nesta história o sofrimento quase nunca é redentor, embora haja, em ocasiões muito raras, pessoas extraordinárias que agiram com virtude; porem, em toda a sua extensão é uma história de degradação. É difícil não concordarmos com Else Baker, enviada para Auschwitz aos 8 anos, que diz: «O nível de depravação humana é incomensurável» (...)

Contudo, esta história também nos mostra que, se os indivíduos podem ser moldados pela situação, certos grupos de seres humanos são capazes, em conjunto, de criar um cultura melhor que, por sua vez, os ajudará a agirem com maior virtude.
Rees, Laurence, 2005, Auschwitz: Os nazis e a solução final, Lisboa: Dom Quixote.



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