Iraque: 3 anos depois



Durão Barroso performa nesta foto um momento da sua prostituição política. Isso mesmo. Ideia forte, bem sei. Perdoarão, mas contra isto nada posso: acredito que na cimeira não só esteve em causa o realismo das relações internacionais e a subserviência aos mais fortes em nome de um interesse nacional entendido em termos estreitos. Acredito, isso sim, que Durão Barroso foi movido por uma desmedida ambição e por uma insuperável vaidade pessoal. Como a ida para a comissão europeia o provou, ele não é homem de demasiadas precupações pela coisa pública, ele não é senão um ardiloso e bem sucedido profiteer. O que temos no fundo é realismo das relações pessoais transposto para a arena política e para um leviano conluio com a guerra e os seus senhores. Quanto aos demais patrícios que apoiaram a guerra sem recompensas de qualquer ordem, que não a severa sentença de história e o efémero gozo do contra, bem podem clamar surpresas mil. Não podiam imaginar a ausência das armas de destruição massiva , não podiam imaginar os grosseiros erros do pós-guerra. Tiveram azar: os limites ideológicos da imaginação raras vezes retumbaram com tamanho estrondo.



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