Debate

Caríssimos, vejam lá se dão um salto a Coimbra. Apontem nas agendas este possível pretexto:

O desenho das civilizações: dos cartoons às conversas difíceis

7 de Abril de 2006, às 18 horas
Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Organização: Marta Araújo, Marisa Matias, Hélia Santos e Bruno Sena Martins
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra


Singularmente célebres, os cartoons inicialmente publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Post suscitaram importantes ondas de indignação e violência em vários países islâmicos, na Europa, em África e na Ásia. A publicação e republicação dos cartoons, onde surge representada a figura de Maomé, e as inflamadas respostas surgidas desenham um fenómeno com uma magnitude social e política já incontornável na arena internacional. Perante a sequência dos eventos e na tentativa de captar as suas implicações, várias dissenções se vêm esboçando. Grosso modo, e de forma bastante central, surge o debate entre quem, defendendo a publicação dos cartoons, advoga a liberdade de expressão enquanto património intocável devido à história civilizacional do Ocidente, e quem sustenta uma leitura informada pelas sensibilidades culturais, religiosas e históricas das comunidades islâmicas, dentro e fora da Europa. Porém, várias outras questões podem ser colocadas. Haverá limites para a liberdade de expressão? Quem define o que constitui ofensa ou blasfémia? Que modelo de multiculturalismo estarão as sociedades Europeias dispostas a seguir? Em sociedades auto-representadas laicas, qual o espaço da religião na esfera pública e na construção das identidades? As posições que aqui se jogam, a partir de eventos ainda recentes, convocam questões de rara profundidade epistemológica e pertinência sociopolítica, pelo que constituem fundamento bastante para o debate vivo e preocupado que assim propomos discutir.

Com a participação de:

José Pacheco Pereira, ISCTE, ex-deputado, historiador.
Isabel Allegro Magalhães, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa.
Mostafa Zekri, investigador livre (antropólogo e islamólogo).
Adel Sidarus, Instituto de Investigação Científica Tropical (Lisboa).
Boaventura Sousa Santos, Centro de Estudos Sociais e Faculdade de Economia da Univ. de Coimbra.
Moderação:
Maria Irene Ramalho, Centro de Estudos Sociais e Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra



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