Les uns et les autres


Do muito que tenho lido e pensado no meio desta trapalhada civilizacional dou por mim num pobre exercício de condescendência, como referia o Lutz. Mas, de facto, antes essa pobre condescedência precariamente agarrada à consciência histórica da humilhação civilizacional (o Iraque não ajudou) e ao lugar da fé em sociedades não laicas, antes isso, dizia, do que o ódio fácil e o renovado ensejo para a enunciação de superioridade do Ocidente. O "eles" e o "nós" agora empregues a toda a hora são um tristíssimo sinal dos tempos. Desconfio sempre de quem discute estas matérias inflamado de certezas, sem hesitar ou pestanejar.



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