Descendentes

Não me perturbam as praças, ruas, paisagens e edificações que pronunciam as línguas de tantos anoiteceres distintos, intocáveis, exóticos, grandiosos. Desperto a paz noutras vestes: as pessoas, se as há, as que me desossam a alma. Não pelo que dizem, fazem ou aspiram, curriculando biografias e bibliografias, investidas de singularidades heróicas. Venero, outrossim, insignes transeuntes: os que, na fina quietude dos dias vividos na orla do lugar, comovem o frémito de uma Legião: o bíblico encantamento de mil vidas. Há pessoas que descem pela vida em tais trejeitos de verso que carregam num mísero punhado de passos mais mundos que o mundo. Nos seus corpos, hospedagem derradeira, descansa já a ânsia peregrina. Aprendemos nós a fortificar o ensejo, a dúvida e a desgraça nos poetas a quem devemos a vida, nos fins que escrevemos doutra forma, nas melodias loquazes e benquistas. Os que descem pela vida, discretos descendentes dos deuses, apartam nas músicas de Leandro e Leonardo o ardor da antologia poética da eternidade. A fenomenologia do encanto não carece de relativismos tanto como de vidas, diferentemente contadas e pesadas, mas que, no fim, valem, perdem e ganham o mesmo. Ali, junto ao muro, nas horas da noite, a cansar o chão de tão plácido assentamento. Vejo-a. Sem pressa de viver, no abraço à província dos começos, embalando romantismos, languidamente esquecendo esse dia em que a visão lhe levou as cores de Inhambane.
Os viajantes triunfais, sempre arvorando o prestígio da lonjura, fracassam em perceber como na noite de um lugar mora já a síntese de incontaveis idas e voltas. Há seres que carregam consigo o deslumbre de mil vidas sem terem principiado a viver uma só. Xamãs, curandeiros de passados, profetas da outra noite.
Lado a lado, a sabedoria das religiões e a verdura de todo o amor. Sentados no embalo arranhado uma emissora lamechas. Também nisto acredito.

Hotel Ruanda

A impotência tem pouco a ver com incapacidade. Não é impotente um gay que eroticamente pouco se comove com mulheres. Não é impotente alguém que budisticamente se está marimbando para as erecções desta vida. Impotência tem a ver com a viva noção dos recursos em falta por contaponto a uma vontade manifesta e exuberantemente vivida (a exuberância da vontade). Impotência é Nick Nolte no Hotel Ruanda. O sexo não merece privatizar tal termo.

Das profundezas

Para saciar curiosidade sobre os informativos aqui à disposição, comprei tambem o “O Século de Joanesburgo”, periódico que serve sobretudo os emigrantes madeirenses na África do Sul. Acontece que tropeço numa crónica ali assinada por Alberto João Jardim. Contive o desconcerto. Aprumei a t-shirt. Hesitei. Olhei em volta e reparei que no café ninguém observava (numa terra onde quase ninguém me conhece a minha reputação vale pouco, mas não tão pouco).

Avanço, clandestino. Benzo-me conforme recordo. Peço perdão à mãe que um dia me amou e subverto estimados princípios morais. Leio. Tudo.

Sobrevivi para vos dizer isto: o conselho de segurança da ONU não pode perder mais tempo.

Timing

Nunca escreveu poesia. Trágica des-sincronia. Quando ela o abandonou ainda não tinha as leituras certas.

Da bola

A terapia para continuar a escrever com a iniciática impetuosidade sem me deixar impressionar pelo número de olhos sugeridos no sitemer é insistir na capacidade de dizer disparates. No entanto há temas decisivos como o futebol em que gosto de ser levado a sério

P.s. A propósito, devo agradecer publicamente a excelente crítica, demolidora porque desconstrucionista, que me concedeu via mail o Luís Carmelo. Está guardada para mostar aos netos dos meus amigos.

Contradições religiosas

A certa altura da sua vida apaixonou-se pelo budismo.

Redundâncias religiosas

É um tipo que por estes dias cumpre religiosamente o Ramadão.

Virgindade

Sigo o isco até aqui e detenho-me na virgindade. Permitam-me um desassossego alado ao tema. As últimas décadas criaram espaço discursivo para que as mulheres possam emular algo do triunfalismo masculino sobre a perda da virgindade ou pelo menos falar despudoradamente desse evento nas suas modalidades mais populares: juvenil e extra-marital. Curiosamente uns e outras insistem em falar da virgindade perdida, da perda da virgindade ou da perda dos três. Ora, se realmente acham que a experiência deixa um lastro de soma positiva ou de passagem não dramática não faz sentido continuarem a falar em perdas. É uma questão linguística, bem sei, mas, com excepção de “perder a vergonha”, poucas são as expressões em que a palavra perda é desagrilhoada das suas conotações negativas. Entendamo-nos. Ao querer libertar a inauguração sexual do ónus da perda não me move qualquer triunfalismo sobre a libertação sexual, tampouco um entendimento da virgindade como uma cruz de que as pessoas se tenham que libertar qual estigma da castidade. Cada um a seu tempo, com seus valores e as suas carnes. Respeito. A minha questão é outra. Estimo demasiado a palavra perda para a ver banalizada em experiências que (porventura pelas melhores razões) não a merecem.

Tampas com estilo

Do I entice you? Do I speak you fair?
Or Rather do I not in plainest truth
Tell you that I do not nor cannot love you?

Shakespeare, A Midsummer Night's Dream

0-2

Respigue-se pois uma daquelas frases bem feitas: o resultado pecou por escasso. O Benfica, ou os que vestem de vermelho por ele, dando prova da sua trágica falta de ambição, encolhidos na inalienável mediocridade pós-25 de Abril, arruinou a sublime oportunidade de vingar os 5-0 com que aqui há uns anos foi humilhado em plena luz. Ao invés, ganharam por 0-2 e ficaram eufóricos, choraram, ganiram osanas, bendisseram os deuses, persuadidos de que, após tantas malhas, a vitória no Dragão surgia enfim como assinalável reversão da história. Comove o patético. Será que a insigne nação Benfiquista não percebeu que poderia ter enfiado, sem insulto, sem demasiado empenho, uns sete secos? Claro que não. É pena. A história não se repete, e é triste que os tais 0-5 de há anos fiquem assim, incólumes, a ribombar na memória colectiva. Será que eles não perceberam que, por sumptuosa dádiva, jogavam contra uma defesa incapaz de se impor numa qualquer equipa distrital e, quem sabe, no Sporting? Vamos lá, gentes benfiquistas: enxuguem as lágrimas de alegria, curem a ressaca, levantem os joelhos do chão, dêem descanso ao CD da Fafá de Belém, dispam a camisola do Simão colada a suor. Percebam. Este é o facto: em pleno estádio do dragão perderam uma irrepetível oportunidade histórica para limparem a humilhação cavada pelas décadas últimas. Será que não se deram conta que a defesa escalonada por Co Adrianse é a mais sublime ode alguma vez composta à estupidez humana? Jaz no Porto um homem com obra feita para eventuais candidaturas ao património mundial da humanidade. Um homem que quando sofre dois golos diz que o problema foi não se terem marcado três. Uma questão cultural, ressalva o aprumado relativismo do comentador: “é toda uma outra forma de entender o futebol”. Ó meu amigo, relativista sou eu e paro à porta da excisão do clítoris.
Será que não repararam nesta quadra apocalíptica entrada em campo?: Bosingwa, Ricardo Costa, Bruno Alves, César Peixoto. Percebam: a inclusão de um qualquer destes senhores baixa para o nível sofrível, só por si, só pelo choque moral que provoca, uma defesa de luxo. Agora, os quatro juntos representam a suprema porosidade de que uma equipa endinheirada é capaz em tempo da globalização. Para lá dos seus outros méritos, dizem os manuais da matéria não ser de todo despiciendo que os jogadores da defesa saibam fazer coisas como… defender. Ora, desta matula que só a misericórdia permite que se chame defesa, apenas o Ricardo Costa poderia tapar uns buracos, como fez no passado, ao pé de defesas a sério. Mas, sejamos justos, Adrianse não é o único culpado. Como denunciei, em tempo, a negligência da política de contratações em relação ao sector defensivo chamava desgraça. Devo conceder: Adrianse foi um surpreendente visionário, explorando com maestria todas as possibilidade de fracasso auguradas pelo plantel portista. Facto cintilante da sua estupidez: o tratamento dado a Jorge Costa, jogador e símbolo, oportunamente filmado na bancada pelo realizador do jogo, sabiamente lembrado por quaisquer dois dedos de testa capazes de perceber que vale a sua influência e experiência - ainda que o físico possa estar algo molestado pelos danos dos anos (a rima é de Camões). Esqueçam, tarde demais, apesar das messiânicas iniciais do capitão, por mim já não há salvador nem salvação para Adrianse. O meu polegar aponta o chão.
Quanto aos Benfiquistas, esses, gloriosos, segundo a reza, tiveram a sua oportunidade de glória. Percebe-se, esmagar já não lhes dá prazer. É interessante ver como os medíocres viram as costas à história heróica, à goleada memorável. Bastando-se. Quando a propalada grandeza ulula em sorver a passagem do transe fleumático no ocaso da vitória mísera, podemos dizer que a identidade de um clube se cristaliza pujante. Aqui reside a ironia suprema: a história recente da mediocridade benfiquista recolhe do jogo de sábado o seu momento simbólico mais eloquente.

Conceitos auto-reflexivos que nos aparecem no sono para conotar o sincretismo fenótipo-enculturação

Mulatinidade.

Atento

Amanhã ou depois aqui postarei um longo texto sobre o Porto-Benfica. O momento do Porto e a identidade benfiquista estarão sob cerrado escrutínio.

Estamos juntos


“Estamos Juntos” não pude deixar de parar nesta expressão repetida amiúde em Moçambique. Iniciei-me nela pela voz de pessoas que me prestavam algum tipo de favor. É uma belíssima afirmação solidária que conota a ideia de generosidade. Lá jaz bem presente a mensagem: “podes contar comigo para o que der e vier”. Com esse dizer inscrito, a inteligente publicidade da Mcel (companhia moçambicana de telemóveis) que acima vos mostro capitaliza bem esse espírito fraterno - para efeitos outros, supõe-se. Para lá das considerações lésbicas que as modelos inspiram, definindo os homens e as apreciadoras da modalidade como público alvo, explique-se o facto deste outdoor aludir a um serviço que permite a transferência de saldo entre telemóveis. O “estamos juntos” é a expressão sublime de uma rede solidária ao nível das relações de inter-conhecimento: a tal sociedade providência de que fala Boaventura Sousa Santos. Há dizeres que merecem visto de residência em qualquer lugar do mundo.

Desconcertos

Há momentos triviais que são de uma força humana singular (bela frase feita). Os condutores dos autocarros locais, (Toyota Hiace: "chapas") coadjuvados pelos pelos rapazes que recolhem o dinheiro, assomam por aqui como verdadeiros mercenários do asfalto (quando o há), tal é agressividade com que recrutam e disputam clientes, tal é a insensata velocidade com que conduzem para maximizar receitas. Ontem, após descer na baixa da Beira a bordo de uma dessas chapas veio um rapaz atrás de mim. Já eu estaria a uns bons cem metros da paragem da quando ele me tocou no braço dizendo que o “caixa” da chapa (minha expressão) me estava a chamar. Regressei à paragem e o tal caixa, dando-me um punhado de meticais para a mão, repôs o dinheiro que por engano lhe dei a mais. Agradeci desconcertado. Estes mercenários do asfalto no fundo são uns sentimentais. Eu: um otário abençoado.

Os novos caviares

Alguma esquerda do olha-tão-supra-partidário-que-eu-sou anda entusiasmada com a ideia de votar, consoante os casos, em Manuel alegre ou Cavaco Silva. No primeiro caso chama-os o quixotismo, no segundo, a insólita superioridade moral -- a embalar um pessimismo que agora cai bem -- de votar num adversário de outrora. Entre o desconforto que me traz a ideia de um candidato movido pelo ressentimento pessoal, alardeando a independência do sistema partidário onde sempre se alojou, e a triste certeza de que o outro recolhe como capital maior o facto de ter forjado um culto pessoal baseado num “luxuoso silencio” de anos, fica-me a convicção: o advogado do Bibi, supra-partidário como se apresenta, bem faz em apontar baterias à esquerda de Manuel Alegre e Cavaco Silva.

Toyota

São muitas mortes elegantes, exóticas e românticas que o imaginário de Moçambicano inspira. No entanto, cá chegado, o final mais reiteradamente se insinua é estupidamente tecnológico: atropelamento por Toyota Hiace. Explico. É que não há maneira de eu me habituar a olhar para o lado de onde vêm os carros. Aqui, por influência das ex-colónias limítrofes, circula-se pela esquerda como em Inglaterra, sem que, como lá, possamos contar com as setas no asfalto a indicar a proveniência dos metais pesados. Quanto às Toytas Hiace -- que aqui funcionam como transportes públicos, as chapas -- são marca prevalente da paisagem citadina. Nelas se substancia toda uma mitologia da ordem social passível de germinar quando o caos e a precariedade tecnológica consentem nos rituais flexíveis de um pós-industrial decadente.

Novas tecnologias de produção

Escrevinho posts no bloco de notas ou, à noitinha, no portátil. Quando acontece recorrer a um cyber enfio a flash pen e publico.

Mashamba

Figura afamada naquelas paragens, falo de Maputo, não foi difícil chegar à fala esplanar (de esplanada) com o JPT. Raras, as passagens à carne (salvo seja) de conhecimentos da bloga não me têm concedido desilusões. É claro que a circunstância - a minha deslocalização geográfica radical - terá concorrido para conferir acrescido elan ao personagem carnal. Não seria necessário.

E por falar em saudade

onde anda você
onde anda seus olhos
que a gente não vê
onde anda esse corpo
que me deixou morto de tanto prazer
e por falar em beleza
onde anda a canção
que se ouvia na noite
nos bares de então
onde a gente ficava
onde a gente se amava em total solidão
Hoje saio na noite vazia
numa boemia sem razão de ser
na rotina dos bares
que apesar dos pesares
me trazem você
E por falar em paixão
em razão de viver
você bem que podia me aparecer
nesses mesmos lugares
nas noites nos bares
onde anda você

Vinicius de Moraes

Fugas

Não é estranho ver nas ruas citadinas de Moçambique dois rapazes andar de mão dada. Este gesto frequente, socialmente sancionado, não revela uma sociedade pós-homofóbica portadora de uma perspectiva descontraída em relação a homossexualidade. Revela, isso sim, os limites variáveis da homofobia. Simplesmente, as mãos dadas de dois homens não parecem conotar uma intimidade transgressiva ou própria de uma afectividade sexualmente fundada.

Trânsitos


Maputo, hoje


Uns poucos dias e já saberei dizer algo sobre as condições logísticas e outras para o livre curso desta compulsão chamada avatares.

Adeus

Revolvo as roupas últimas. Sigo para África, Moçambique, Beira. Por Lá estarei uns meses. Vou dedicar-me ao tráfico de histórias. Seguindo o trilho de habitantes de outras terras, invisto-me na passagem pela vida de moradores de outros corpos. Abandono o meu quarto e a janela de Coimbra de onde sempre vos escrevi. Já das margens Índicas, aqui voltarei para um post de fundo. Uma despedida, um até mais ou um "até ao post seguinte". Não sei. Não sei exactamente o que me espera. Se depender de mim e este blog não acaba aqui e continuarei escrevinhando, afanoso. Eu adoro isto. Mas, como entenderão, seguir por seguir, em escrita agonística, não faz sentido.

Avant la lettre


Por falar em saudade (...).

Usucapião II

Minha esposa. Meu namorado. Meu gajo. É impressionante a centralidade dos pronomes possessivos no linguajar das relações. Curiosamente, a expressão "meu amor", lamechas as it may be, é, devo dizer, a mais bem conseguida. É a que melhor capta a impossibilidade de "termos" alguém. O "meu amor" pode ser tanto aquilo que se tem como aquilo que fica. Tudo o que resta aos amantes é lutar por um dos sentidos da prolixidade possessiva.

Salsa Jeans

É um facto indesmentível, a Salsa é responsável pelos mais importantes milagres quotidianos no espaço público. Refiro-me, claro, as rabos femininos surgidos nas áleas da cidade. Devo conceder, umas calças de ganga podem muito. Mas não podem tudo. O verdadeiro milagre é outro: a desnecessidade das ditas. Este post é publicidade não paga, dirão. A parte da gratituidade é, infelizmente, verdade. Mas, perceba-se, a minha ode à Salsa é paradoxal e, num sentido último, talvez até prejudique a imagem da marca (pretensiosos que nós estamos). Explico. Melhor: remato: Rabos, há os que precisam de Salsa e os que não.

Acossado pelo existencialismo mefloquiniano, procuro refúgio nestas mundanidades.

Crocodilo

Leio a fotobiografia Lobo Antunes da autoria de Tereza Coelho. A coisa agarra bem sobretuo porque a intertextualidade (testemunhal e "documental") posta ao serviço dos diferentes momentos e temas da vida está bem gizada. A omissão dos "amores" é demasiaddo cintilante, tanto mais que a intimidade relacional é fortemente explorada por via das amizades (Vitorino, Daniel Sampaio, Melo Antunes, Cardoso Pires) e família (a frieza das respostas da mãe é impressinante). Pediam-se mais fotografias entre os trintas e quarentas, altura em que o "sucesso reprodutivo"* do artista devia estar no auge, supõe-se. Uma coisa deveras interessante de reparar, e foi isso que me levou a escrever esta nota, é o modo como a autora, no seio do registo laudatório de um ego que este exercício sempre constitui, lá encontra espaço para deixar escapar algo de uma exasperação para com a displicêcia negligente das respostas do biografado. Apesar da ode, em pequenas passagens nas páginas finais temos a sensação que a autora leva do trabalho feito uma ligeira antipatia para com o biografado. É o insinuar dessa revoltada tristeza da autora que enternece:

[Na entrevista com Maria Luisa Blaco, jornalista espanhola] foi das raras vezes que o autor mostrou que, em dadas circunstâncias, é um excelente conversador e contador de histórias.

- Porque é que as suas entrevistas em Portugal são como são?
- Isso depende de quem faz as perguntas.
- Em Portugal já foi entrevistado por pessoas que sabiam muito bem como fazer perguntas. Já deve ter sido entrevistado por toda a gente.
- Penso que nos outros países o espaço funciona como o tempo.
- ?
- Se eu fosse por exemplo espanhol aconteceria o mesmo quando desse uma entrevista em Espanha.

Final Countdown

4

Eclipse solar anular

Foi com indisfarçável tristeza que recebi a notícia de que o eclipse estaria visível manhã cedo, entre as 9:30h e as 10:00h. Bem, talvez em 2028.

Higiene íntima (act.)

Quando ela acabou com aquele tipo deu novo significado ao conceito de "higiene íntima".