Beira II


Beira, Novembro de 2005

Os mangais da Praia Nova resistem como veias salgadas irrigando o corpo da memória. As pequenas canoas - os conchos e as almadias - vencem as águas lamacentas do esquecimento. O índico ficou na margem da minha alma. Nesse lá eu nasci. Nasci tanto que, agora, os meus sonhos são anfíbios. (...) E a Beira, a minha Beira, essa que eu lembro da mnha inacabada infância, é um lugar inventado à medida do meu sonho e da minha saudade. Mia Couto



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