Lullabys de possibilidade

Percebo pelos ricochetes das coisas que aqui vou escrevendo: sugiro ser personagem algo triste. Não é verdade. Bem o oposto. Sou, isso isso, amante de uma estética depressiva que vai bem com as tristezas e perdas que ja vivi e que, inevitavelmente, aqui e ali, vou vivendo. Na verdade, quando a tristeza é demasiado funda, raro, não a consigo estetizar, fujo, evito escritas, danças que convoquem o espectro dos tangos últimos. Ausento-me. Embalar a melancolia é um luxo que só a generosidade dos deuses nos permite.



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