Artes de fogo

Trágica ironia: o pôr-do-sol surge singularmente belo posto um dia em que o fogo se entretém a consumir verduras e casinhas. Desconheço se entre pirómanos, imobiliárias e governos displicentes há estetas investidos no culto ao sol que se põe. Hoje, enquanto bombeiros, residentes e pássaros deambularem no desespero do grande cinzeiro europeu, um punhado de homens estará sentado junto ao rio a ver o sol pôr-se. Vermelho. Belo. Ah, país de poetas!



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