Fracassos

Apesar de cusco assumido (cusco: gosta de saber, diferente de fofoqueiro: gosta de contar), pouco falo de mim e das minhas vivências nas derivações sociais a que me ofereço. Por isso, mesmo para muitos amigos, as linhas que aqui vou escrevendo são a mais directa via de acesso aos meus estados de alma. A questão central e recorrente que por aqui procuram deslindar é, bem sei, se eu estou ou não apaixonado, e, se sim, por quem.

Reparo, não sem preocupação, que ninguém leva a sério a ambições deste blog em revelar o desapego trascendental do seu autor-personagem. Devo pois nomear como fracasso estruturante deste espaço a falhada aspiração à estética diletante, a mal sucedida aspiração à prosa do flâneur que vagueia, mirando, sem quereres de maior, as vidas circundantes.



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