A Natureza do Mal


Nome 1: Eu sou a Sofia Nome 2: Eu sou o Luís
Assim começava, há dois anos, a Natureza do Mal. Logo me fiz leitor invejoso. Tempos mais tarde, por qualquer sortilégio, caiu no meu mail um convite para almoço assinado pelo "Mal". Algo ressacado das caipirinhas da noite anterior, levantei-me e lá fui, aprumado para a desilusão que sempre vigia os encontros com a versão corpórea e não domesticada de uma personagem da escrita. Eu sou a Sofia. Eu sou o Bonirre. Eu sou o Luís (a óbvia alma matter do blog). Disseram os comensais. Percebi tudo. Percebi que não ia ter a sorte com eles tão cedo: a desilusão tardaria. Mas sou teimoso. Voltei para casa e continuei a tentar a esperada queda desilusória, via escrita. Até hoje. Lendo, atento e cioso. Não há maneira. Sejamos transparentes: se alguma vez eu fosse intimado a escrever num blog colectivo, era ali que eu ia pedir guarida. Invocaria para tal a figura do asilo poético.



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