It goes without saying

Quilos de papel, páginas tortuosas da mais rebuscada teoria, romances simbolistas, estantes atolhadas de lombadas. Muita escrita se tem acotovelado na celebração da "impotência matricial" da linguagem. Assombroso como Chesterton o diz simples:

"O homem sabe que há na alma matizes mais desconcertantes, mais inumeráveis e mais anónimos do que uma selva outonal. No entanto, julga que esses matizes, em todas as suas fusões e transformações, são representáveis com precisão por um mecanismo arbitrário de grunhidos e guinchos. Julga que de dentro de uma bolsa saem realmente ruídos que significam todos os mistérios da memória e todas as agonias do desejo."

Não por acaso, este é um dos dizeres que há muito forra o meu quarto.





<< Home