"Faz por ele como se fosse por mim."

Este dito exprime algo da singularidade pré-moderna do tecido social português. O tráfico de favores que tem nas cunhas a sua face negra substancia-se também em admiráveis passagens de generosidade relacional. "Faz por ele como se fosse por mim", este pedido, assim feito, afirmando a possibilidade de transferência de um "eu social", está grávido de fascínio para a leitura simbólica das dádivas e das dívidas que ainda esteiam o modo de ser de alguns quadros relacionais.



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