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Old Trafford. Costinha e Maniche festejam golo sobre Manchester United.
Costinha e Maniche foram vendidos ao Dínamo de Moscovo. Partem levando as mais lustrosas memórias que a experiência da passagem pode conceder a um futebolista. Impossíveis de esquecer, pelo que ganharam, pelo que jogaram, pelo que representaram ao nível da ontologia futebolística do portismo. Bem sabemos que na era pós-Bosman os jogadores estão condenados à condição de mercenários. Mas estes, habituados a que as lágrimas lhes queimem a face, não se confundem com os tempos judiciários. Eles fizeram parte de uma tribo que a história do futebol jamais esquecerá. Carregam, honrosos, o "estigma de Sevilha". É doloroso olhar a diáspora assim dissoluta pelos campeonatos da europa. A violência da memória também é isto. Não importa. Sejam felizes.



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