Livro de Cabeceira


Agarro decidido nas palavras de Mário de Sá Carneiro. Sempre que com tal urgência me reclino nos ditos de outrem, levando para o leito almofadado, para junto das minhas carnes ensonadas, um salvífico um livro de cabeceira, sempre que o faço, dizia, recordo o inevitável Borges, algures no Aleph, assim falando destes dramáticos encontros entre textos e vidas:
Singular beneficio da poesia: as palavras escritas por um rei que desejava o Oriente serviram-me a mim, desterrado na África para a minha nostalgia de Espanha.
Boa semana.



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