(act.)

"No tears in the writer, no tears in the reader".
Robert Frost (1874-1963)

Não é um filme inteiramente conseguido. O seu maior pecado é o recurso opulento a clichés numa história demasiado permeada por um irresistível moralismo acerca da boa vida: vai para a escola, bebe menos. No entanto, o enlace literário da história e as actuações mantêm o espectador numa respeitosa sintonia que cativa e envolve mais do que a qualidade do filme, cruamente tida, provavelmente mereceria. Empatias, pois então.

Mas, se por mais não for, esta adaptação do romance Ronald Everett Capps merece a disponibilidade de quem quiser perceber o que acontece quando dois homens duas almas se apaixonam por uma mulher. Refiro-me claro à deriva confessional da realizadora e do director de fotografia: só podiam estar de beicinho por Scarlett Johansson, tal foi a obscena devoção com que lhe dedicaram a câmera.



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