"I can't let go of your hand"


Cold Water - Damien Rice

Demasiadas vezes as partidas são pensadas em cima de ditames egocentrados, como se uma relação fosse um duelo. E logo se pergunta: quem é que acabou, quem é que foi abandonado, quem perdeu mais, quem arranja melhor, quem gostava mais? Quando, de facto, na violenta maioria dos casos, os amantes não são abandonados pelo outro, mas pelas divindades que os deixam à sua amarga sorte (não negligenciar os casos em que as culpas próprias próprias se assumem como absolutamente prementes). A partir daí os termos da finitude são o que menos interessa. Salvam-se aqueles poucos que têm a coragem de fazer como preconizava o terrorismo existencial de Àlvaro de Campos: "Vou atirar uma bomba ao destino". Esta música recoloca as coisas ao nível da desdita que tantas vezes une amantes nas despedidas. Reparem como se emula o clamor que há cerca de 2000 anos ecoou pela gólgata "Lord, can you hear me now? Or am I lost?".

Bem, desisti da música. Isto com os óculos tortos não está fácil e, ademais, o acesso ao blog ficava um pouco lento. (desculpas reles paras omitir que sou um nabo e que não consegui arranjar maneira de fazer um upload, que suponho necessário, do meu ficheiro mp3)



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