Skinplaning

Skinplaning. A primeira vez que me ocorreu este conceito, nas nuas proximidades da tua pele, essa pele inexplicável, percebi que estava desgraçadamente apaixonado. Nada de que já não tivessse por certo. Nada que já não te tivesse anunciado em segredo pelas cócegas do teu cabelo. Mais do que a sublime expressão do amor, como aventava La Rouchefoucauld, mais do que uma estreita mecânica orgástica, como supõem alguns libertários, o enleio dos corpos, na candura intempestiva dos abraços, na insuportável ternura das mãos que adormecem dadas, revela um estranho poder de revelação sobre a vida ou sobre o fim. É o magnetismo meneante que nos desdiz ou nos desgraça. Contou.

Skinplaning, assim criativamente germinado entre os sinais da tua pele, não é uma prática de estação, não é o mero o conluio de certezas prévias, é uma actividade do âmbito da adivinhação. Da ordem do profético. Como quem lê o futuro nos corpos. O futuro de um amor.

Explicou.



<< Home