Póstumo







Como a criança no filme contemplando Malena em desejo, há pessoas que apenas devemos admirar na passagem. Como diria a doce simplicidade de Borges, "não te quero para amar, quero-te para sonho". É mentira, mas aí se forja uma excelente história para vivermos com a itinerância de um encanto. A maior conquista de quem fica no porto é fingir completamente a frase de Borges. É o amor platónico vivido postumamente.



<< Home