Má educação

Há perguntas que nunca se devem fazer. Bem, todos incorremos nalgumas argoladas. Inevitável. Nem que seja naquela clássica: "Então e o que é feito da tua amada, a Lara?" "ah ... Não sabes,... acabámos há umas semanas..." Mas lá vamos aprendendo a não fazer merda e a colocar questões inteligentes. Eu, por causa das coisas, uso sempre a mesma, que li algures: "Olá, bom dia, tudo bem? de que modo a produção de Derrida supre a omissão teórica de Sartre face à experiência colonial argelina?" . Fosse sempre assim... Na verdade, a vida social está cheia de momentos de constrangimento causados por perguntas inoportunas e despropositadas.
Outra pergunta que, mandam as boas maneiras, nunca se deve fazer é: "Como vai a tua tese?"
Evitem. Falem do tempo. Insultem a família do visado. Divirtam-se com a celulite e as estrias das raparigas. Gozem com as barrigas protuberantes dos rapazes. Acusem-nos de se peidarem no meio da fila do supermercado. De cheirarem a refogado do sovaco. Mas, cuidado, não perguntem a ninguém pelo andamento da tese. A menos claro, que sejam o orientador da dita. Mesmo assim...



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