FAQ's Finalmente a Segunda Resposta

"Achas mesmo que o que dizes é assim tão relevante para ser partilhado?"

Obviamente gostaria de poder afirmar que tenho importantíssimas coisas a dizer. Haverá certamente um outro post capaz de me inspirar a ideia que determinadas reflexões, denúncias, confissões, levam algo de menos despiciendo enquanto “mensagem” – palavra perigosa que carrega um indisfarçável proselitismo. No entanto, e se a sinceridade me obrigasse, teria que convir que a existência de um blog, pelo menos deste blog, se explica em pequena medida por uma resoluta convicção acerca da pertinência do que é dito. Central é, isso sim, descortinar a “vontade de dizer” (Michel Foucault) de quem escreve. Ou seja, creio que mais importante do que responder à pergunta que encima este post, uma questão que emerge do ponto de vista do leitor, é canonizar a questiúncula: “Porque escreves?” Para começar, sei que passo bem sem essa coisa bizarra a que chamam notoriedade, para muitos o único propósito possível de um blogger não anónimo lido por mais de 10 pessoas. Assim sendo, a resposta ao “Porque escreves” envia-me para o que deixei perdido entre as linhas de um outro post: escrevo para poupar o próximo dos meus devaneios compulsivos ─ “Amor ao Próximo”, só aqui vem quem quer, espera-se. E, simultaneamente, para não ter de me aturar sozinho.
Acredito que há em cada leitor(a) deste blog um(a) unintended baby sitter.

(Ficam a faltar duas perguntas)



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