Derrida (1930-2004)

Soube aqui da sua morte. Muito aprendi com Derrida, lendo-o, tropeçando em todo o lugar nas evocações da sua obra. Muito aprendi com as suas ideias, mas, sobretudo, com a radicalidade da sua empresa analítica, um itinerário que nutre e é nutrido por uma desestabilização das certezas, um itinerário que aporta na denúncia da violência que sempre fortifica aquilo que tomamos por certo. Devo-lhe até uma singela relíquia: a sua assinatura que jaz ali na minha estante abrindo uma excelente edição inglesa de um livro seu. Foi ainda agora, em Novembro de 2003. "Quem assina, quando eu assino?" uma das suas perguntas fundadoras. Sobre a conferência que assisti na altura escrevi um post a que dei o nome de Derrida Live. Ironia histórica. Mas como dizia Derrida, o tempo nunca se consuma, há sempre algo à venir.



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