Setembro

Não Eliot, não é Abril o mais cruel dos meses. Para mim desde os tempos de escolinha que Setembro se distingue pela sua vileza de modos, os modos de vida que acolhe e promove. Embora a viva de um modo já mais distanciado, a cronologia dos anos lectivos continua dizer-me muito. Era em Setembro que os livros escolares se punham na mochila, em que torcia por um professor de educação física afecto aos desportos com bola, era em Setembro, enfim, que eu rezava para que calhassem meninas giras na turma - e calhavam, mas só a contemplação distanciada saía privilegiada. Setembro era o mês em que se re-inauguravam os eixos onde as minhas expectativas e possibilidades se jogavam. Assim, pelo hábito dos anos, quando chega setembro sei que busco referências, e lá dou por mim qual ave não migratória incapaz de esquecer as estações que passam e o sul que espera.



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