Still the one


Ricardo defendeu um penalti e escreveu um livro. Foi convidado ao Herman Sic onde falou das suas viagens a Fátima, da família, etc. Ricardo é uma pessoa simples, simpática e sem carisma. Estimo-o, não o admiro. Até nem defende mal, mas cruzamentos não é com ele, como bem se viu no jogo contra a Grécia. Razões porque espero vê-lo na baliza do Sporting por muitos e bons anos. A propaganda da nação pegou em Ricardo: joga na selecção, é futebolista, devoto de fátima, só lhe falta cantar fado. Vítor Baía é o jogador português com mais títulos, o melhor guarda-redes nacional. Por estes tempos dedica-se à sua fundação de solidariedade. Às injustiças pessoais que tem sofrido responde com um silêncio heróico, jamais respondeu amargo ao ódio invejoso de tantos. Sabemos há muito que as mitologias de estado jamais apagam os mitos que moram no íntimo coração dos povos. A invenção da história a posteriori não consegue fazer esquecer os seus artífices. Homem bonito e admirado, Baía conta, não por acaso, com paletes de campeonatos nacionais, uma Taça das taças, uma Taça Uefa, uma Liga dos campeões. O livro de Ricardo é um esforço que deverá merecer a nossa ternura.



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