Um golo que é um jogo

"Ao pensar que [Maniche] esteve para não ser convocado, começo a sorrir! "

José Mourinho

Como muitos saberão, Maniche foi um jogador sueco que jogou no benfica nos anos 80. O seu nome haveria de baptizar Nuno Ribeiro para o futebol - o nosso Maniche. A notoriedade da "cópia" superou a do "original, o sueco dificilmente será memorado quando, doravante, alguém aludir a "Maniche". É engraçada a intertextualiadde densa no mundo da bola, um mundo de curta memória que, no entanto, jamais esquece os seus artífices mais geniais. E as suas obras:

José Mourinho: Scolari não montou a sua máquina que falhou contra a Grécia, mas soube aproveitar - em boa hora o fez - o núcleo do trabalho feito por José Mourinho no Porto. Isto é algo que ele jamais reconhecerá, mas sem Mourinho não estávamos na final: "Portugal por outro lado, desde a derrota inicial, que se transformou como por obra e graça do Espírito Santo, numa equipa fortíssima, compacta, crente e com automatismos e rotinas que penso conhecer de algum lado." José Mourinho
Maniche: O melhor em campo
Ricardo Carvalho: Sem esquecer a dupla Nesta-Canavarro, que jogou pela Itália no europeu de 2000, eu cheguei ontem à dolorosa conclusão que Ricardo carvalho é o melhor central que alguma vez vi jogar futebol. Se ele for vendido choro.
Figo: Ia fazendo um golo de pé esquerdo parecido àquele que marcou pelo Barcelona ao Real Madrid depois de fintar Robero Carlos. Jogou muito bem, mas não foi, nem por sombras, o melhor em campo.
Ronaldo: Mostrou que, mesmo não brilhando sempre com as suas fintas , consegue estar a altíssimo nível; a sua evolução vais-se notando pelo modo esmerado como agora defende e recupera bolas.
Deco: Arrisca-se a ser o bola de ouro em 2004. Se ele for vendido pelo Porto não me parece despicienda a ideia de um apelo ao tribunal europeu dos direitos humanos.
Miguel: Tem estado muito bem. E corre. Muito.
Pauleta: a rever



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