O pior de dois mundos?


"O Presidente da República informou ontem o primeiro-ministro de que o nome de Santana Lopes só poderá ser aceite com garantias de continuidade muito fortes em relação às políticas centrais do governo". Ainda por cima? Pensava eu, do alto da minha inocência, que uma das consequências das eleições europeias viesse a ser uma reflexão alargada sobre um inflexão das políticas que o governo de coligação vinha perseguindo. Afinal, além de nos arriscarmos a ter Santana Lopes como primeiro ministro, fico a saber que uma das salvaguardas essencias para o governo oligráquico na forja é o compromisso de continuidade com os sábios trilhos que vêm colocando portugal mais longe do défice mas mais perto do abismo. E agora, para cúmulo, entrevemos o cenário desta adulteração das promessas eleitorais a ser ser apadrinhada pelo nosso presidente da república. Mas, caro Jorge Sampaio, o compromisso importaria ser fiscalizado em democracia talvez se prendesse, isso sim, com as promessas eleitorais e, convinhamos, essa continuidade já se perdeu há muito.



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