PS: arquelogia de um silêncio.

Ouso perguntar, quando é que o PS começa a levar a sério a política internacional? Quando é que o PS começa a considerar o apoio do Governo português à guerra com o Iraque - simbolica e pateticamente representado na cimeira dos Açores - uma questão política da primeira importância? Identifico algumas possibilidades para a angustiante falta de intervenção mediática, a este nível, do principal partido português da oposição:
1- A fatalidade das hesitações iniciais na oposição à guerra, substanciadas na ausência da magna manifestação realizada em Lisboa em Fevereiro de 2003
2- O complexo José Lamego
3- O calculismo político de perceber que a política internacional não decide eleições em países como Portugal, a menos que um atentado terrorista venha a sublinhar o absurdo de determinadas decisões seguidistas, belicistas e tragicamente estúpidas.
4- A pequenez de pensar que a relação de Portugal com os destinos do mundo se resume ao défice de Bruxelas e aos jogos do Porto na Liga dos campeões.
PS, acorda. Desgraçadamente a democracia portuguesa precisa de ti.



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