Memória da dor: usos.

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Começo a ter dificuldades em perceber como alguém pode defender ou branquear as posições do Estado Israelita na situação de "massacre politicamente ordenado" que se vive no Médio-Oriente. As movimentações político-militares do governo de Sharon revelam um estranho sentido da história. De facto, é profundamente perturbador pensarmos a presente ambição aniquiladora do governo de Sharon enquanto a face política de um povo que foi tão oprimido e massacrado ao longo dos séculos.

Pensando no Holocausto, às vezes, a tentativa de nos arreigarmos à salvífica ideia de que há frutuosas lições a tirar do sofrimento, resvala para um vazio angustiante, um vazio em que tudo é perda, e onde a memória apenas dói.



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