Quem vem aí?

Nos rápidos cumprimentos de todos os dias usam-se umas perguntas a que não é suposto respondermos. Tudo bem. Mas desta estirpe de questões para olear os encontros sociais há uma profundamente estranha, acontece quando alguém que não vemos há muito tempo interroga: "Então, o que foi feito de ti?"
Nesta pérola convivial, além de se pedir um balanço existencial em poucas palavras, há qualquer coisa no tempo verbal da questão que faz supor uma irrversibilidade daquilo em que nos tornámos. Acho que nenhuma resposta optimista e bem disposta pode traficar com uma pergunta formulada nestes termos.



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