Que dizer...


Lyon: 2 FCP: 2
A partir do momento em que após uma reportagem desportiva o meu amigo Barradas - sportinguista -me ofereceu uma fotografia ampliada de José Mourinho, fiquei preocupado. Infinitamente grato, mas preocupado. Será que eu ando a adular demasiado o homem? É melhor conter-me, pensei.
Mas, depois, quase que sem querer, como quem volta ao sazonalmente ao sul, deleito os olhos nas quadras onde as construções poéticas de Mourinho se jogam, naquele tom hesitante, ora azul ora branco, em que já se dividiam os meus sonhos de infância, atento no prenúncio de vitória cantado num corajoso discurso excêntrico que, como toda a emanação do tipo profético, é vilipendiada na sua própria pátria, e lembro as lições da minha mãe: "Bruno sê grato com quem te oferece coisas boas". Obrigado José Mourinho. Obrigado meus cavaleiros jogantes, um abraço especial para o Maniche e para o Baía, proscritos da selecção, uma e outra vez acolhidos na glória de quem se habitua a lutar contra as injustiças. Obrigado.



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