Lábios de devoção


Contra a banalização das "trincas", já aqui defendi: o acto de morder o lábio inferior de quem beijamos constitui uma expressão de devoção que raras vezes nos merece. Mas, estranhamente, às vezes penso que é possível morder um lábio com o olhar. Assim, torna-se interessante notar como o confronto com "condições de impossibilidade" engendra algo próximo de uma devoção intangível, incorpórea, devoção trágica. Tragicamente doce, se quiserem.



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