Desterrado

Não tenho podido actualizar o blog. Ontem o meu computador falhou-me, foi tomado por vírus chamado Trojan, o problema deverá estar resolvido hoje mesmo. Escrevo de uma daquelas lojas de internet onde têm a rádio ligada numa estação com as músicas do momento, uma ventoína silenciosa sopra ao meu lado, adivinho o cheiro dos panikes acabados de fazer na pastelaria próxima, um estudante de erasmus escreve para os amigos esboçando uns sorrisos, depois toma um ar sério e saudoso, olha para o tecto, tenta umas linhas (ai o amor...). Sofre talvez, mas ainda que o espectro da perda assome percebo-lhe uma secreta paz, afinal a forma última de exílio é quando já não estamos longe de nada (Mia Couto said it).
Hoje já deverei voltar a blogar. Algumas respostas a dar, algumas devaneios a enunciar. Até breve.



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