Compensas

Recebi um simpático email-convite da Sofia. Apesar da adivinhada ressaca, não hesitei, por isso no sábado lá fui a um almoço engendrado pela malta da Natureza do Mal. O sol de Coimbra acolheu-nos em graça. Era a primeira vez que os via, lá estava a doce Sofia, o charmoso Luís, o enigmático André Bonirre. Havia uma convidada vinda do Norte, uma certa insensatez cujos escritos há muito visito. Tod@s el@s já eram bloggers de afeição, escribas que agora perscruto com renovado enleio. Naquele repasto que se fez lanche conheci ainda o Castor de Mármore e o Mundo Imaginado. Entre o hilariante e o fantástico: cativantes. Os seus blogs só o vieram provar.

Em relação a estes eventos, ainda que informais, há quem tema a agonizante desilusão a advir do encontro com aqueles de quem apenas se conhecem os escritos. Até compreendo quem assim pense, mas não ser céptico pode ser deliciosamente compensador. E assim foi. Nesses dilemas, de algum modo expressivos de formas de estar na vida, sempre entendi que há que fazer apelo a uma tal de Fé Poética:

That willing suspension of disbelief for the moment, which constitutes poetic faith.

Coleridge



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