Os segredos globais


Arjun Appadurai designa as Mediascapes para referir as imagens disseminadas na cultura global. Tal como as paisagens (landscapes), as mediascapes guardam a possibilidade de serem acolhidas pelas culturas e pelos individuos de modo diverso. Há sempre espaço para "trazermos para casa" vislumbres únicos e singulares.
Às vezes penso que há uma divisão entre as belezas óbvias e as descobertas de beleza que nos comovem. Mas não é bem assim, há porosidades. Na trama global como na biblioteca da FEUC* existem aquelas formas de beleza que sendo óbvias se vocacionam para serem apreendidas como segredos. (Jennifer Connelly é para mim um exemplo)

*Uma biblioteca de Coimbra. Tenho para mim que as bibliotecas são frequentadas com interesses muito semelhantes aos enchem um qualquer lugar da noite. Isto é: ver gente e socializar. Por esta ordem.



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