Engana-me que eu gosto

Às armas, às armas...

Oportunamente, Durão Barroso foi chamado ao parlamento para nos dizer porque é que Portugal apoiou a Guerra. Diz o Paulo Gorjão: Independentemente de ter ou não visto provas, tratava-se de uma questão de palavra e de boa fé. Durão Barroso acreditava, ou não, na palavra de George W. Bush e Tony Blair. Coitados de Bush e Blair, primeiro foram enganados pelas suas inteligências, depois, involuntariamente, induziram em erro Durão Barroso.

Mas eu até acredito na boa fé da nosso primeiro. A sério! Aliás, no encontro dos Açores ele era o único que não fingia convicção. Provavelmente ele era única alma em toda a ilha a acreditar que Saddam estava maciçamente armado. Hesito entre a ingenuidade política levada a um limite histórico e a operacionalidade do dito tão usado na linguagem dos amores: "engana-me que eu gosto". Somos governados por um ingénuo ou por um mentiroso. Há quem aposte nos dois cavalos. Há quem justifique dizendo simplesmente que o realismo das relações internacionais tem muito pouco a ver valores e convicções. Uma tal tese tem aqui um estudo de caso.



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