Onanismo: algumas reflexões

Durante a adolescência lembro de um amigo me contar que criava sempre elaboradas histórias quando se masturbava. Essa insuspeita fonte para a construção de narrativas é bem interessante. Será que todos os romancistas começaram assim a construir enredos?

Quando a questão surge à volta de uma mesa, a percentagem da prática regular da masturbação feminina é sempre muito inferior à masculina. Mais gritante: há várias mulheres que afirmam nunca se terem masturbado, o que nunca é enunciado pelos sujeitos homens. Algumas/alguns defendem que a questão tem a ver com as diferenças biológicas entre os sexos. Outr@s apontam que a interiorização da censura que se abaterá com maior acuidade sobre o auto-erotismo das mulheres, levando com maior frequência a comportamentos de "abstinência". Outr@s ainda defendem que o peso da repressão e da censura não tem tanto a ver com o que se faz mas com o que se diz, ou seja, haveria entre as mulheres um maior pejo para falar abertamente da sua sexualidade.

Génesis 38 fala-nos de Onã, o nome que estaria na base do onanismo



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