Onananismo: algumas reflexões II

Respigo as interessantes deixas suscitadas pelas reflexões em torno do onanismo. Na caixa de comentários o José pergunta porque terá ficado Onã ligado à masturbação (via "onanismo") se, na verdade, o relato bíblico fala de coito interrompido. Esta é facto uma boa questão para exegetas e semiólogos (cf. Génesis 38).
Mas é curioso, existe uma expressão próxima para caricaturar a acividade sexual masculina em determinadas lógicas patriarcais, no seio das quais a subjectivdade erótica feminina tendia a ser negligenciada. Dizia-se " o homem masturba-se na mulher".

Vide ainda os posts do Melhor Anjo e do Miniscente. O miniscente, o romancista Luís Carmelo (designação que também é uma referência ao último post), falando da ficcionalidade onanista , coloca uma questão muito bem achada. Pergunta ele em que medida diferirão as produções fictícias com fins masturbatórios das mulheres e dos homens. (questão que obviamente não se fecha no imaginário hetero). Por exemplo, qual será a prevalência de referências próximas a serem usadas como "rastilhos" da imaginação nessas ficções (amig@s vizinh@s, exs)?

O Sociólogo Anthony Giddens tem uma frase lapidar: "Imagination is not unbounded". A ficionalidade onanista poderá ser um desafiante estudo de caso desta tese.




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