Já que não há revolução dê-me mais um fino

O referendo sobre a Queima das fitas de Coimbra resultou na vitória do sim com cerca de 77% dos votos. Os mais cépticos viram concretizar-se o cenário esperado: vai haver queima. O mercado acordou em alta com a subida das cervejeiras na bolsa de valores (sei lá eu). Bem vistas as coisas, na luta contra as propinas, os estudantes optaram por uma perspectiva que alguns poderão apelidar de realista: beber para esquecer. Mas, o que me precupava mesmo era a possibilidade de a primavera coimbrã ficar sem esse magno ritual de acasalamento. Para onde iria tanta energia? Desconfio que era desta que se fazia a revolução. Desgraça.

Creiam, neste caso a euforia da celebração da sociedade vai ser muito mais a celebração daquilo que a sociedade é do que a representação simbólica do que ela poderia ser. Há carnavais assim.




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