Gestos

Maragarida Rebelo Pinto suscita declarações choque. Primeiro a 100 nada num acto de coragem (sim, o ambiente é blogosférico tal exige) afirma permptória: "Eu gosto da Margarida Rebelo Pinto. Pronto está dito." Estava dado o mote para os seus leitores sairem do armário. Depois, numa mais que curiosa revelação, o semiólogo e romancista Luís Carmelo, o miniscente, conta que vai fazer de Margarida Rebelo Pinto uma personagem do seu próximo romance.
Quero deixar aqui a minha gratidão pelo que me ensinaram acerca das tensões que podem assistir à decisão de amamentação. (ensinaram-me via comentários e mails, bem entendido).
A Borboleta acolhe com rara honraria o post sobre o Jardim Botânico. Resta-me repor alguma modéstia acrescentando que se trata de uma coimbrã, suspeita, portanto.
Assinalo uma descoberta tão "familiar" quanto insuspeita:Palombella Rossa
O JMF das Terras de Nunca dedica a este blogue um apontamento sobre a fruição sexual nas escadas rolantes. Eu confesso o gesto mais delicioso que encontro no feminino anónimo (perdoem, este obriga mesmo a uma distinção de género). Acontece quando alguma ela se senta numa cadeira à nossa frente, e, uma vez instalada, tira o casaco com vagar. Reparem, atentem, este prosaico movimento obriga a um leve arquear das costas, revelador da vanguarda. Sublime e subtil. Ao princípio este gesto encantava-me pelo doce assomar de relevos na camisola, pelos ombros dobrados para trás. Depois tornou-se um encanto pelo gesto, sem centrismos. Às vezes, encanto-me por gestos.



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