Barretes de Natal e a Justiça Popular

Em quase todas as culturas há, por esta época, festividades que assinalam o solestício. Historicamnete, nós vestimos esse momento cosmológico com o Nascimento de Jesus. Mas fizémos mais, vestimos o operariado com aquele que se tornou o estranho ícone desse nascimento. Não sei se já entraram num supermercado ou numa loja por estes dias, verifico que muitos funcionários - por exemplo os caixas do pingo doce - envergam barretes do Pai Natal. Imagino que nem todos achem muita graça a ter que trabalhar com um barrete na cabeça, imagino que não tenham muito espaço de manobra para recusar usá-los, há nisto uma evidente coacção. O tribunal europeu dos direitos humanos deve ser chamado a apreciar estes pequenos atentados à dignidade humana feitos a pretexto de um Natal mais humano e fraterno.
Um amigo meu fotojornalista foi há dias cobrir um evento local. O tema da peça era: "Pai Natal vandalizado junto à rotunda da Makro". Não me surpreendia se tivesse sido um caixa do Pingo Doce.



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