A solenidade do papel

Leio alusões a este blogue na revista Ler e no DNa. O primeiro caso devo-o à simpatia de Nuno Ramos de Almeida, no segundo apenas posso indiciar um forte suspeito. Agradeço-lhes deveras, afinal nestas lides os retornos são o nosso ordenado, o nosso pão simbólico (mails, links, citações, apreciações de amigos, impropérios, spam,..).
Nestes tempos leio mais blogs do que imprensa, as razões são muitas. Mas, queiramos ou não, há algo de mágico no papel que o ecrã não oferece. Por exemplo, podemos ler um trabalho nosso 20 vezes no computador, mas quando o imprimimos algo de novo se abate sobre as palavras. Às vezes contristamo-nos com o efeito, outras vezes nem por isso. Em última instância é esse "nem por isso" que nos auto-certifica. Nunca entrego um trabalho sem o ler em papel, a tinta é sempre o teste derradeiro. Também por isso blogar é fazer acrobacia sem rede. Como se fora um compromisso solene.



<< Home