Revista cor de rosa

Acho que por esta altura já se impunha um blogue que tratasse os temas das revistas sociais. Um dos atractivos que encontro em ir ao barbeiro ou ao dentista é o facto de ficar obrigado a fazer tempo lendo a Nova Gente, a Caras, a Lux, a Maria, a Ana + Atrevida, etc.
Na verdade, tenho dois alibis para esta dedicação:
1- Deformação Profissional: Talvez a antropologia tenha feito de mim um cusco de formação
2- Desconstrução de discursos: Tenho lido bons artigos ao nível dos Cultural Studies em que se empreendem brilhantes ánálises críticas das revistas femininas. Aquilo dá pano para mangas.

Ainda assim temo pela veracidade de uma terceira hipótese: a minha curiosidade não deverá ser muito diferente de uma qualquer dona de casa - para utilizar o estereótipo.
No entanto, sou incapaz de recorrer a essas leituras deliberadamente, sobretudo porque o tempo é precioso e não me estou a ver a comprar uma tal literatura. Mas... não sei, se fosse num blogue... era diferente.
Penso. A resposta é simples, nesse caso a leitura seria mais descomplexada porque então beneficiaríamos do "branqueamento" conferido por um formato intelectualizante.



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