As fantásticas histórias de um beija pés

Défice para aqui, défice para ali, a tanguinha, cortes ao investimento, desemprego, já sabem, é o défice, incentivo ao interior do país, é má altura, o défice, venda da rede fixa da pt por tuta e meia, é o défice, perdão das dívidas fiscais para amealhar algum à pressa, o défice, as floretas, bem, havia que poupar uns tostões, orçamensto de resignação, já sabem é o défice. Um Governo, uma ideia: A contenção do défice público. Espantam-se, os nossos representantes votam para que a França e a Alemanha possam ficar livres de sanções porque optaram (e bem) por uma estratégia de investimento e disseram estou-me cagando para o défice? Toda a gente diz que o governo deu prova de uma inaceitável incoerência. Discordo.

Há no beatismo ao défice e no amen à França e à Alemanha uma coerência profunda
: a harmonia podre da subserviência cega. Se têm vocação para a servidão - aos Estados Unidos, aos Tratados, aos grandes da Europa - é uma opção de vida, escusam é de levar um país atrás das vossas peregrinações. Ah, já agora seria bom que se lembrassem de sábios conselhos bíblicos: "Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom".



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