A Ameaça Comum da Humanidade

Nas últimas décadas a ideia do património comum da humanidade vem sendo crescentemente acarinhada, servindo como um hábil instrumento no sentido de proteger e valorizar elementos reconhecidos como fazendo parte do bem comum da humanidade. Produto de árduas candidaturas, Portugal já tem classificados: o Convento de Cristo em Tomar, o Mosteiro dos Jerónimos, o Douro vinhateiro, o Centro histórico do Porto, o de Guimarães, o de Évora, a arte rupreste do vale do côa, etc. . Normalmente estas importante atribuições recaem sobre bens culturais, históricos e ambientais. É obvio que eu teria outras sugestões a propor às argutas avaliações da unesco, por exemplo: o pé esquerdo do Maradona, a bola insuflável da nívea, as mamas da Laetitia, a voz da Mariah carey, (estou a brincar, mas só em relação à Mariah Carey). A questão é que tais classificações iriam colidir com a propriedade que cada que cada indivíduo tem em relação ao seu próprio corpo, mas pensemos bem, Maradona e Laetita ofereceram os seus corpos à humanidade, e, creio bem, há algo de irreversibilidade nessa dádiva. (há jogadas de Maradona que ninguém me tira, ..) Mas, como não quero entrar em tortuosas questões jurídicas, limito-me apenas a aproveitar o espaço que este blogue me confere para propor uma outra instituição passível de actuar em prol da graça comum: a Ameaça Comum da Humanidade. Imaginemos, essa ampla miríade que alguns quiseram decantar com a designação de eixo do mal, tantas candidaturas, tantos cadidatos... No fervor destes tempos ocorre-me nomear o terorismo e o seu contrário como minhas propostas primeiras. Piedosa, a encarecida história dos homens ajuda-nos na largueza da escolha.



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